Miguel Reale Júnior, um dos autores do pedido de impeachment de Dilma Rousseff (PT), alertou para riscos institucionais caso Flávio Bolsonaro (PL) seja eleito presidente. Em suma, o jurista afirmou que a vitória do senador poderia representar um retrocesso para o país.
“Não sabem do perigo”: jurista faz alerta sobre uma eventual candidatura de Flávio Bolsonaro
No sábado (17/10), Reale Júnior publicou uma foto fazendo o “L”, em apoio à reeleição de Luiz Inácio Lula da Silva (PT). Além disso, assinou uma carta em defesa de um 4º mandato do presidente, ao lado de outras 14 personalidades. Ao criticar Flávio, o jurista mencionou declarações do senador sobre a ditadura militar e homenagens a figuras ligadas à repressão. “Flávio é uma cópia malfeita do pai.“, afirmou logo a princípio ao “Metrópoles”.
Na sequência, acrescentou: “Nós estamos diante de uma figura que só fez violência. Apologia da ditadura, da tortura e evidentemente muitas pessoas que estão votando nele não sabem do seu passado. Do perigo que constitui ter um miliciano na presidência da República.“, disse.
Miguel Reale Júnior aponta riscos institucionais
Em carta aberta, publicada nas redes sociais no dia 7 de outubro, Reale Júnior já havia declarado oposição à candidatura de Flávio. De acordo com ele, uma eventual vitória do senador representaria uma ameaça à democracia.
“Não é porque o PT está desgastado e ultrapassado que se vai mudar de rumo [com a] mudança para ir na direção do precipício. É isso que nós iremos ter com o Flávio.“, pontuou.
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