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Terça-feira, 27 de Outubro de 2026

Notícias/Eleições 2026

Veja quantos eleitores votaram após as 17h com horário prorrogado por Zanin

As informações têm origem em um levantamento que analisou os logs de 497.897 seções eleitorais.

Veja quantos eleitores votaram após as 17h com horário prorrogado por Zanin
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Depois das 17h de domingo, momento em que o ministro Cristiano Zanin, do Supremo Tribunal Federal (STF), prorrogou a votação até as 19h, foram contabilizadas 35.521 confirmações de voto para presidente.

No segundo turno, Lula somou 64,2 milhões de votos e Flávio Bolsonaro, 59,8 milhões, o que representa uma margem de 4,4 milhões.

As informações têm origem em um levantamento que analisou os logs de 497.897 seções eleitorais.

Do total de 35.521 confirmações posteriores às 17h, em média 30.866 ocorreram em seções cujos dados, já comparados aos boletins de urna, constam como ‘Totalizado’ na transmissão.

Já as outras 4.655 continuam em análise, em seções que aguardam validação.

Como calcularam os votos após as 17h

Para estimar a quantidade de eleitores que votaram depois do horário normal, o estudo recorreu aos logs de urna.

Esses arquivos registram automaticamente tudo o que acontece em cada urna durante a votação, como um “diário de bordo”. Com eles, é possível identificar o horário de inicialização do aparelho, o momento em que cada eleitor votou e a hora do encerramento.

Esses registros, porém, não revelam em quem cada eleitor votou.

As urnas produzem, no total, três tipos distintos de arquivos. Um deles é o boletim de urna (BU), com o resultado da seção; outro é o Registro Digital do Voto (RDV), que armazena os votos sem apontar quem os deu; e o terceiro é o log, responsável por registrar como o equipamento operou.

Convém lembrar que apuração e totalização não se confundem. Durante a apuração, encerrada a votação, cada urna soma sozinha os votos de sua seção e emite o BU correspondente.

Já no passo posterior, a totalização, junta-se o que foi apurado por todas as urnas do país e de fora dele, somando tudo até se chegar ao resultado final.

Falta de ônibus e chuvas motivaram os pedidos

Buscando ampliar o prazo para que o eleitorado conseguisse comparecer às urnas, as duas campanhas pediram a extensão do horário, e foi isso que o adiamento acolheu. No caso de Lula, o requerimento chegou ao TSE e igualmente ao STF, com a denúncia de falhas no transporte público em várias cidades.

A petição relata que os usuários de ônibus e de outros meios coletivos enfrentaram frota reduzida, esperas prolongadas e cobrança indevida de passagens.

Em São Paulo, de acordo com a campanha, apenas por volta de 60% da frota de ônibus estava em operação, apesar de a Justiça ter ordenado a disponibilização de todos os veículos (100%).

Problemas semelhantes no transporte também foram reportados em Alagoas, Pernambuco, Roraima, Piauí, Paraíba, Pará e Rio de Janeiro.

Por sua vez, a campanha de Flávio solicitou ao TSE que a votação fosse prolongada por duas horas em cidades do Paraná, de São Paulo, do Rio Grande do Sul, de Santa Catarina e de Minas Gerais. Como justificativa, apontou chuvas intensas, enchentes e ausência de energia elétrica nas seções de votação.

Por volta das 17h, Zanin publicou a decisão que prorrogava a votação até as 19h em território nacional. Diante do fato de que muitas urnas já tinham sido encerradas, o ministro prestou um esclarecimento posterior: a determinação se aplicaria apenas às seções abertas naquele momento.

Em razão da medida, a apuração dos votos chegou a ficar suspensa, sendo retomada somente após as 19h.

Flávio contestou e presidente do TSE confirmou vitória de Lula

Ao falar pela primeira vez após o TSE ratificar que Lula havia vencido, Flávio Bolsonaro fez críticas à decisão de Zanin. Ele negou reconhecer o resultado e anunciou que acionaria a Justiça na tentativa de anular o pleito.

‘É inexplicável ter acontecido o que aconteceu. Inclusive, nas palavras de algum ministro aí que a própria imprensa publicou, as eleições deveriam ter sido anuladas nas condições que as coisas aconteceram nesse momento. E o que eu tenho que falar aqui agora é que é impossível, é impossível reconhecer o resultado das eleições no contexto como essas coisas aconteceram. Nós vamos usar o nosso jurídico, vamos pedir a anulação dessas eleições’, afirmou o senador.

À frente do TSE, Kassio Nunes Marques confirmou o que saiu das urnas na disputa pela Presidência e relatou que telefonou aos dois candidatos assim que a contagem terminou.

Conforme detalhou, não havia como reabrir as urnas que já estavam encerradas, e, enquanto durou a interrupção, o tribunal impediu que os boletins fossem recebidos.

‘Como a decisão foi proferida após as 17h, milhares de urnas no Brasil já estavam encerradas e a sua programação impede a reabertura. Tivemos que promover o bloqueio do recebimento dos Boletins de Urna a fim de assegurar absoluta segurança que as informações nele constantes não fossem de conhecimento nem do próprio TSE’, declarou o presidente do tribunal.

Os obstáculos foram superados pela equipe técnica, que voltou a contabilizar os votos, conforme relatou Nunes Marques. Durante a fala, ele admitiu que Lula havia vencido e declarou confiar no processo eleitoral.

FONTE/CRÉDITOS: BPMoney
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